Num dos últimos passeios em que levei meu humano para a rua,
repetiu-se um acontecimento frequente: outros humanos que, normalmente, no
máximo soltam um “Bom dia” quase inaudível – para os humanos, porque nós, cães,
escutamos muito bem – se aproximam, atraídos pela minha presença, sorriem,
conversam comigo, e a princípio para não ficar mal, e depois porque recuperam um
pouco do seu traço social, conversam também com meu humano.
Os humanos andam cada vez mais ausentes de espírito,
preocupados, sisudos, perdidos em pensamentos ou nas telas dos seus pequenos
aparelhos sempre presentes, e cada vez mais eles se esquecem de que também são
animais sociais.
Felizmente existo eu e meus irmãos caninos, para ajudar a
reconectar esses bípedes pelados com um pouco da sua essência social; é irresistível
ver um cachorro simpático e não sorrir ou puxar conversa, ficar indiferente.
Meus amigos gatos podem ser campeões de vídeos fofinhos no
FaceBook, mas cachorros são imbatíveis para um bom diálogo em carne e osso.
Au!
Nenhum comentário:
Postar um comentário